História
Pessoas, decisões e organizações
Passei parte da minha vida tentando responder a uma pergunta simples de fazer e difícil de responder: O que faz pessoas e equipes nas organizações que as acolhem performarem melhor?
Desde então este vem sendo o trabalho que hoje sustenta 15 anos de aulas em escolas de negócios e consultorias em empresas.




































































Elas mudam quando as pessoas dentro delas também mudam.
E pessoas não mudam por regras.
O idealismo de ajudar por meio do ensino
Ao longo da minha trajetória, exerci liderança sobre estruturas com dezenas e centenas de profissionais. E quanto maior a responsabilidade, mais evidente ficava que gestão não é apenas planejamento, processo ou controle.
É principalmente comportamento.
É a forma como as pessoas decidem, se comunicam, interpretam situações, reagem à pressão, constroem confiança e lidam com interesses diferentes.
Passei a enxergar liderança como um sistema em que comportamento, incentivo, cultura, comunicação, decisão e resultado estão o tempo todo conectados.
A carreira me levou ao que é necessário
Quanto mais eu liderava, mais perguntas surgiam.
- Por que a mesma situação produz reações tão diferentes?
- Por que um excelente profissional nem sempre se torna um bom gestor?
- Por que algumas equipes constroem confiança e outras vivem em conflito?
- Por que pessoas inteligentes, mesmo com informação disponível, continuam tomando decisões ruins?
Essas perguntas me levaram à academia desde o mestrado em Contabilidade pela PUC-SP, pós-graduado em Neurociências pelo Mackenzie, formações como Negociações Estratégicas pela Harvard Business School, além de certificação em Gestão de Projetos, e Metodologias Ágeis.
Antes de liderar os outros, existe você
Durante muito tempo, liderança foi tratada como a capacidade de conduzir outras pessoas.
Minha experiência mostrou que existe uma etapa anterior.
Antes da equipe, existe o indivíduo.
Sua forma de interpretar o mundo.
Suas decisões.
Seus padrões de comportamento.
Sua relação com pressão, conflito, reconhecimento, autoridade, risco e mudança.
Por isso, organizo meu trabalho em três dimensões que se conectam:
Gestão de si
Autoconhecimento, decisão, comportamento, prioridades e desenvolvimento.
Gestão de pessoas
Liderança, comunicação, negociação, conflitos, influência e construção de equipes.
Gestão das organizações
Cultura, processos, estratégia, desenvolvimento de lideranças e execução.
Uma dimensão afeta diretamente as outras.
Para quem quer mudar
Nem sempre o problema é falta de capacidade.
Muitas vezes é falta de clareza.
A pessoa percebe que alguma coisa precisa mudar, mas ainda não consegue identificar exatamente o quê.
Pode ser a forma como decide.
Como se comunica.
Como reage sob pressão.
Como lidera.
Como enfrenta conflitos.
Ou como transforma intenção em comportamento.
Meu trabalho começa justamente aí: ajudando a compreender o que está acontecendo antes de decidir o que precisa ser feito.
Porque mudança consistente exige mais do que vontade.
Exige consciência, método e prática.
Para organizações que querem desenvolver pessoas de verdade
Empresas costumam perceber os sintomas sem se atentar as causas.
- Gestores tecnicamente fortes, mas despreparados para liderar.
- Conflitos entre áreas.
- Centralização.
- Baixo engajamento.
- Problemas de comunicação.
- Dificuldade de sucessão.
- Líderes que entregam resultado, mas não desenvolvem pessoas.
Por isso, desenvolvimento de liderança não pode ser apenas uma sequência de treinamentos.
É preciso compreender a pessoa, o papel que ela ocupa e o sistema organizacional em que está inserida.
Esse é o ponto de partida, diagnosticar antes de prescrever.
Compreender antes de escolher uma ferramenta.
E conectar desenvolvimento individual às necessidades reais do negócio.
Não acredito em uma única explicação para pessoas
Pessoas são complexas demais para caber em uma única disciplina.
Economia me ensinou a observar escolhas e incentivos.
Contabilidade ampliou minha leitura sobre informação, desempenho e organizações.
Neurociência trouxe novas perspectivas sobre comportamento e aprendizagem.
Negociação mostrou como interesse, percepção, comunicação e poder se encontram.
Coaching e Mentoring trouxeram instrumentos para trabalhar mudança individual.
E a experiência prática mostrou onde cada uma dessas abordagens encontra seus limites.
Por isso, não parto de fórmulas prontas.
Parto do contexto.
Primeiro a pessoa.
Depois o problema.
Só então o método.
Onde tudo isso se encontra hoje
Hoje meu trabalho está na interseção entre liderança, comportamento e transformação organizacional.
Meu objetivo é transformar conhecimento em algo utilizável.
Conceito em compreensão.
Compreensão em escolha.
Escolha em comportamento.
Comportamento em resultado.
Porque organizações não mudam apenas quando seus processos mudam.
Elas mudam quando as pessoas passam a pensar, decidir e agir de maneira diferente.
A liderança dos outros inicia na liderança de nós mesmos.